{Desabafo de mãe} – Meu leite secou e VOLTOU!

Aqui estou eu, mais uma vez para falar sobre amamentação, leite, mamazinho… e por aí vai! Achei que já tinha encerrado esse assunto, mas parece que ele é igual ao sono do bebê. Cada dia uma novidade, e cada mês uma mudança! Agora entendo quando a Lore dizia que a vida de mãe não é monótona, muito pelo contrário, é dinâmica e diferente. Monótona não é mesmo!

Nosso corpo passa por uma transição inacreditável, parece mágica! Primeiro porque conseguimos gerar uma vida, e depois, porque conseguimos alimentar um outro mini ser humano, isso não é demais? Ver todo esse processo, o colostro e depois a descida do leite, é simplesmente perfeito! Mas, não dá para saber como nosso corpo vai reagir, não fazemos ideia se vamos conseguir produzir leite suficiente, tudo que está na nossa mente são suposições.

Compramos mamadeira e a bombinha sem nem saber se será necessário usar, não é mesmo? O bebê chega, oferecemos o peito, mas não podemos ter certeza se o leite vai descer ou não. Quantas apostas! A primeira conclusão que eu cheguei é que para amamentar é preciso acreditar. Acreditar que o leite vai descer e acreditar que você vai ter muito, muito, muito leitinho! O corpo obedece a nossa mente, sabia?

Algumas semanas antes da Chloe chegar, eu reparei que já existia uma pequena quantidade de um líquido amarelado. Logo que eu a peguei nos braços, ofereci o mamazinho! Meu instinto foi ficar com ela nos braços amamentando a noite toda. (Já contei tudo sobre esse momento aqui no blog) Alguns dias depois, o colostro se transformou em MUITO, MUITO LEITE, como eu imaginava! Era tanto leite que a Chloe não dava conta. Eu precisava usar a bombinha, acordava com leite pingando e camisola molhada. Uauuu! Eu até reclamava das estrias que poderiam aparecer (mas que não apareceram, ufa!!), das dores, do peso, do tamanho, de ter que usar o “absorvente de mama” (cada coisa que inventam).

O primeiro mês foi de adaptação, foi livre demanda, foi de conhecer o próprio corpo e o bebê! Que mês intenso!  Com o segundo mês veio um novo sentimento, a segurança, o “achar” que eu não precisava me preocupar com mais nada, que estava tudo certo.

Voltei a trabalhar fotografando casamentos no final do segundo mês da Chloe. Nos dias em que eu trabalhei, ela experimentou a tal da mamadeira, aquela que é fácil e que não dá nenhum trabalho, que o bico imita o da mãe, que o bebê fica totalmente satisfeito, sabe aquela? Então, eu acho que foi aí que tudo começou!

Depois tivemos alguns outros eventos que fugiram da nossa rotina e acabaram desestruturando tudo!

Resultado: o mamazinho extra que eu estocava diariamente desapareceu. Eu comecei a produzir a conta exata que a Chloe precisava.  Não passaram muitos dias e eu comecei a sentir que ela estava reclamando mais e dormindo menos. Antes tinha leite esguichando longe, depois nem sinal de vida. Para piorar eu parei de acreditar.

Pânico. Eu não tinha mais leite! Sentia que meu corpo não se preparava para a próxima mamada como sempre fazia. O estoque só esvaziava e no final do dia era um sufoco.

Não tinha muito o que fazer. Mas deixar minha filha com fome não era uma opção para mim! Ao mesmo tempo, dar fórmula era a última coisa que eu queria. Mas a prescreveu mesmo assim pediatra, para me acalmar, caso eu ficasse mais nervosa e sentisse vontade de dar um complemento para a bebê em alguma emergência.

Mas eu tentei ser verdadeira comigo para perceber onde eu estava errando, e a primeira coisa da minha lista era SONO.  Só que dessa vez não era o sono do bebê, era o sono da mamãe mesmo.

Todo mundo fala que a mãe deveria dormir na hora que o filho dorme, mas gente, essa é a hora que eu corro para tentar resolver um milhão de coisas, tanto do trabalho quanto da casa! Acho que mãe não descansa. NUNCA. Não sei se terei um dia sem coisa alguma para fazer, uma hora para relaxar com a certeza que todas as outras coisas estão funcionando. Alguém mais tem essa sensação? SOCORRO!

Eu precisei desapegar das coisas não feitas, e das que tinha ainda que fazer. Comecei a dormir mais cedo. Não dormia exatamente no mesmo momento que a Chloe, mas comecei a dormir beeem mais cedo do que costumava.

A segunda coisa foi beber água de coco batida com a massinha do próprio coco verde, sabe? Essa foi dica da minha mãe e da minha sogra.

Também estimulava com a bombinha, mesmo que não saísse nada! Outra coisa que me aconselharam foi tirar o leite enquanto a Chloe mamava! Desse jeito o corpo passou a reagir como se eu tivesse dois bebês para alimentar.

Eu não sei o que fez mais efeito, só sei que FUNCIONOU. O peito começou a inchar nos intervalos  das mamadas, voltei a usar os absorventes, molhar roupa (só mico), estocar leite, e o mais importante, alimentar a minha bebezinha.

Que sufoco, que vitória! Nunca mais eu reclamo de ter muito leite! Às vezes a gente não sabe o que fala, não é verdade? Temos o costume de reclamar de tudo, enquanto deveríamos ser gratos não importando a situação. Afinal de contas, poderia ser bem mais difícil, bem mais complicado. Agora eu agradeço quando a fralda vaza, sinal que o intestino está funcionando que é uma beleza. Quando recebo uma golfada daquelas, sinal que tem é muito leite por aqui. Quando ela acorda de madrugada, eu posso ficar com ela mais um pouquinho! Que delícia!

Não sei qual fase vocês estão passando, se é o puerpério, cólicas, talvez algum problema de saúde do seu bebê, o relacionamento com o cônjuge que poderia estar melhor… Mas sei que vocês conseguem. Vocês são fortes! Vocês podem!

Se não acreditarmos no nosso potencial materno e se não tivermos o sentimento de gratidão, a maternidade será uma das fases mais desgastantes da nossa vida.

Imagem post: Grupo de Mães

Grupo de Mães

A maternidade vem com descobertas diárias, desafios constantes, dúvidas e muitas alegrias. Cada dia a gente tem uma coisa nova para contar, um acontecimento diferente e inusitado, não é mesmo? A vontade de compartilhar é enorme… Só quem...

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