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{História Real} Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)

Hoje queremos compartilhar a história da Júlia, que nasceu com Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ). Já ouviu falar?

“O DDQ é quando o fêmur sai do encaixe do quadril, que chamamos de acetábulo, ou quando ele está totalmente luxado, ou seja, fora do lugar.” 

A mamãe Jéssica enviou um comentário para a gente no Instagram contando a história da sua filha, e nos sentimos comovidas por ela descobrir tão tardiamente a doença da pequena Júlia que pedimos para ela dividir conosco tamanha informação. Se você puder, compartilhe com outras mães amigas, familiares, para que juntas possamos ajudar umas as outras.

A descoberta

Nunca imaginei que existisse a DDQ (Displasia do desenvolvimento do quadril). Acontece com 1 a cada 20 bebês, a maioria meninas.

A displasia vai de grau 1A e 1B, que são os quadris normais, 2A, 2B, 2C e 2D, que é uma luxação de grau leve à mediana, 3A e 3B luxação alta, e 4, que é completamente luxado.

A Júlia tinha grau 2B no quadril esquerdo e 2C no quadril direito.

Não me recordo se fizeram as manobras na perninha dela para identificar algum tipo de problema, o adequado é o pediatra fazer ainda na maternidade, pois, se houver suspeitas, é feito um ultrassom. E, confirmada a displasia, é colocado o mais rápido o suspensório de Pavlik.

Levamos minha filha na pediatra pela primeira vez, ela fez as manobras e pediu um ultrassom. Feito o ultrassom e confirmada a displasia, nós corremos para marcar um ortopedista pediátrico. Ele me ensinaria a colocar e tirar o suspensório e iria pedindo os ultrassons e raios-x para acompanhar a melhora dela.

Quando eu precisava sair com ela de casa, algumas pessoas olhavam e eu torcia para perguntarem e eu poder explicar o que era.

Quanto mais rápido for descoberto, menos invasivo é o tratamento.

A Displasia não dói, por isso muitas das vezes se descobre tardiamente, só a percebe pelas manobras feitas pelo médico e o ultrassom ou raio-x.

No dia em que foi colocado o suspensório nela, eu voltei para casa chorando muito. Era horrível, voltei com ela no colo porque o bebê conforto estava muito desconfortável, eu precisaria pensar em algo para adapta-lo.

Virei a louca das pesquisas, achei pouquíssimas informações sobre a DDQ. Encontrei um grupo no facebook onde haviam várias mães e pais com as mesmas angústias e o mesmo objetivo: ver o filho andar. Todos nós tínhamos pressa, ansiedade e inúmeras dúvidas.

Rotina

Comprei e improvisei roupas adaptadas, que facilitasse na hora de trocar a fralda dela sem precisar mexer no suspensório, pois eu só podia tirar para dar banho por 15 minutos.

Aprendi a carregá-la de forma que ficasse mais confortável para ela; aprendi a ter paciência de esperar o dia do ultrassom; aprendi a agradecer mais por saber que minha filha tinha um tratamento que a deixaria livre de qualquer sequela.

Importante!

Alguns descobriram a displasia do filho tardiamente, tendo que usar gesso ao invés do suspensório ou até cirurgias para tentar corrigir (claro que cada caso é um caso, e haviam exceções). E outros não eram mães e pais e sim adultos que conviviam com a displasia de quadril. Depois que se passa muito tempo, não tem muito o que se fazer a não ser tentar cirurgia ou fisioterapia para amenizar as dores.

A Júlia usou o suspensório por 3 meses e meio. O tempo de uso não depende do grau e sim do próprio desenvolvimento da criança. Minha filha não tinha o acetábulo totalmente formado para que segurasse o fêmur no lugar; o suspensório manteve o osso no lugar para que o encaixe se formasse ao redor dele. Mas pode acontecer em casos de gestação gemelar, ou na gestação onde o bebê ficou sentado na barriga muito tempo. Também em caso de a mãe ou o pai terem tido a DDQ e também quando o bebê nasce com o pé torto. Ou como a Júlia, algo que simplesmente, e infelizmente, aconteceu.

Hoje em dia

A Julia é uma criança super ativa, ama brincar correndo pela natureza, não sente dores e não teve sequelas!:)

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8 comentários

    1. Para te deixar mais tranquila eu aconselharia procurar o ortopedista pediátrico ou então pedir uma guia para o pediatra e fazer o ultrassom. É sempre bom agir com rapidez nesse caso.

  1. Nossa como fico feliz com história como está.. Tenho 40 anos e meu quadril do lado esquerdo é luxado, naquela epoca nao se sabia muito sobre na visita pediátrica somente depois que a criança andava e chorava muito ou nao queria andar que foi o meu caso.. Coloquei gesso, fiz duas cirurgias, fisioterapia.. Adquirir flacidez muscular e escoliose em s..
    Atualmente manco pois não quero fazer mas exercícios, que é algo para vida toda.

  2. Obrigada meninas, e obrigada Jéssica por compartilhar a sua história e a da Júlia. Acabo de descobrir que a minha pequena Cecília, de 23 dias, também tem displasia, grau 2a, e terá que usar o suspensório. Meu coração está partido, e foi reconfortante e esclarecedor ler esta postagem. Quanto tempo a Júlia tinha quando descobriram a displasia?

  3. Obrigada por compartilhar sua experiência!!! Isso ajuda a orientar muitas mães, que desconhecem o assunto. Gostaria muito de seguir o instagram da mamãe de Jùlia.

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Junia Lane