Vacinação da gestante – Saúde da mamãe

Durante a gestação, a futura mamãe precisa ter cuidado com o uso de algumas medicações, alguns alimentos e até mesmo cuidado com a administração de algumas vacinas. As vacinas atenuadas não devem ser administradas na gestação pelo risco de desenvolvimento de doença no bebê.

Sabe… A vacinação na gestante é muito importante porque protege tanto a gestante quanto o bebê. O período ideal para imunização é o terceiro trimestre, ou seja, após o 7º mês ou 20ª semana.
Nesta fase da gestação, a passagem de anticorpos para o feto pela placenta é maior. Além disso, como os títulos de anticorpos no sangue são maiores nos primeiros meses após a vacina, a quantidade de anticorpos que vai passar pelo leite materno também vai ser maior e assim seu bebê ficará mais protegido.

A administração de vacinas no 1º trimestre de gestação deve ser evitada pela maior incidência de abortos espontâneos nesse período, que poderiam ser atribuídos de forma equivocada à vacina.

Em situações específicas, de maior risco para desenvolvimento de algumas doenças, como nos casos de surto/ epidemias de gripe e hepatite A, a vacinação pode, e deve, ser antecipada, mesmo que seja no 1º trimestre de gestação.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações e o Ministério da Saúde, toda gestante deve receber as seguintes vacinas:

  • Tríplice bacteriana – A tríplice bacteriana acelular do tipo adulta (dTPa) tem por objetivo proteger o recém-nascido contra o tétano e a coqueluche.

Recentemente o Ministério da Saúde alterou o esquema dessa vacina. De uma dose em cada gestação, entre a 27ª e a 36ª semana, para uma dose em cada gestação a partir da 20ª semana de gestação.
O número de doses desta vacina vai depender do estado vacinal de cada gestante, mas ela deve ser feita em toda gestação. Nos casos em que a vacina não foi administrada na gestação, ela deve ser administrada no puerpério (período até 45 dias após o parto).

O tétano neonatal foi no passado uma causa importante de mortalidade em recém-nascidos, e a vacinação de rotina no pré-natal permitiu a redução considerável do número de casos.

A coqueluche é uma doença infecto contagiosa causada pela Bordetella pertussis e é caracterizada por episódios de tosse frequentes. É uma importante causa de mortalidade infantil, principalmente pelas complicações como a pneumonia. A vacinação na gestação permite a passagem de anticorpos para o bebê pela placenta e pelo leite materno. Além disso, diminui a transmissão desta bactéria da mãe para o bebê através do contato direto com gotículas de saliva.

Essa vacina também é indicada para pessoas que vão conviver com a criança de forma mais próxima, como o papai, babás, avós, para diminuir o risco de transmissão direta para a criança.

  • Influenza – É a vacina contra a gripe. A gestação leva alterações no sistema imunológico, que tornam a gestante mais vulnerável às infecções graves causadas pelo vírus influenza e às complicações como pneumonia grave e dificuldade respiratória.

    A vacina está recomendada nos meses da sazonalidade do vírus, e pode ser administrada durante toda gestação, inclusive no primeiro trimestre.

Existem dois tipos da vacina da gripe: a vacina quadrivalente e a vacina trivalente. A diferença é que a primeira confere maior cobertura porque possui em sua composição um maior erro de tipos desse vírus. Ambas são de vírus “inativados”, ou seja, não causam infecção ativa.

  • Vacina hepatite B – O Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, recomenda a vacina pelo risco da gestante não vacinada contrair a doença durante a gestação e passar para o bebê. A exposição precoce, ainda no período perinatal, está relacionada à infecção crônica na criança e ao maior número de casos de cirrose e câncer no fígado.

O esquema completo consiste em 3 doses com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda, e de 180 dias entre a primeira e terceira. Mas o número de doses vai depender do estado vacinal da gestante e da sorologia para hepatite (esse exame faz parte da rotina de exames do pré natal e vai avaliar a presença de anticorpos contra o vírus da hepatite B). Nos casos em que não for possível realizar a sorologia para hepatite B, deve-se sempre avaliar o estado vacinal da gestante e fazer a vacina.

OBSERVAÇÃO:

  • Gestantes com esquema incompleto (receberam uma ou duas doses): completar esquema;
  • Gestantes com esquema completo: não vacinar

As vacinas de vírus atenuado são contra indicadas na gestação. Nessas vacinas, o agente causador está “enfraquecido” para diminuir o risco de doença, mas esses vírus podem atravessar a placenta e causar doença ao feto. Assim, a Sociedade Brasileira de Imunizações contra indica na gestação vacinas como:

  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • HPV;
  • Varicela (catapora).

Mas essas vacinas podem ser administradas no puerpério e durante amamentação com segurança para o bebê.

De acordo com o risco de exposição, a vacina da febre amarela (vírus atenuado) pode ser considerada, principalmente nas situações em que o risco da infecção supera os riscos potenciais da vacinação.

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Foto via: Corbis

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