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{Parto Prematuro} O maior milagre já visto

Ser mãe foi um grande presente para nós, dádiva de Deus e transformação de vida. Nossos filhos nos transformaram em pessoas melhores, mudaram nossas prioridades e nos tornaram mais fortes. Se pudermos dar um conselho à todas as mulheres que ainda estão em dúvida sobre a maternidade é: tenham filhos. É um amor inexplicável!

Amamos compartilhar com vocês relatos de parto, e já passaram vários por aqui de emocionar. Como a cesárea humanizada da Vivian; o parto natural em casa da Fran; a mamãe de UTI e muitos outros.

E em todos eles podemos ver o quanto as mãe se prepararam, sonharam, curtiram o momento gravidinhas e planejaram o parto. Mas, a primeira lição que aprendemos na maternidade é: Não temos controle sobre nada. Não é mesmo?

E hoje, vamos dividir a história de um parto inesperado, prematuro, onde a mamãe conta que viu a mão de Deus agindo em cada momento. Vem ver!:)

O susto

“Acordei numa quinta-feira me sentindo estranha, pressão parecia baixa (o que aconteceu durante toda gestação, então nunca foi motivo de alarde pra mim). Mandei uma mensagem para minha cunhada dizendo que  parecia ter alguma coisa errada, mas era mais um sentimento do que um sintoma, uma sensação; sabe essas que mãe tem as vezes?

Minha cunhada apareceu em seguida querendo me levar à maternidade para uma consulta. Eu relutei até o último momento pra não ir, afinal, não tinha acontecido nada de anormal durante toda gestação, mas ela insistiu tanto que eu tive que ir, hoje sei que era Deus usando ela naquele momento para salvar a vida do meu bebê.

Chegando na maternidade, na consulta, a médica disse que estava tudo bem, mediu o colo que estava alto e fechado, sem sangramentos, sem nada. Quando eu já estava indo embora, ela fala: “mãe, vamos fazer uma eco, só pra gente garantir mesmo que está tudo bem”. Nisso fui pra ecografia e durante o exame a médica percebeu algo errado, que até pra mim que sou leiga foi bem perceptível também. O batimento cardíaco dele estava totalmente desritimado, oscilando de 100 a 434 bpm. Meu bebê estava com uma arritmia absurda dentro do meu útero.

Me levaram pro cardiotoco (exame que dura 20 minutos, eu fiquei 3), me falaram que ele estava em sofrimento fetal e que teriam que fazer uma cesárea de emergência.
34 semanas de gestação, não estava na hora, eu não estava pronta, meu marido não estava ali pra entrar na sala de parto comigo e, num intervalo de uma hora entre aquela consulta, eu já estava na sala de cirurgia. Com medo e sozinha. Nada como eu tinha planejado. E quer saber, naquele momento eu nem ligava pra isso, a única coisa que eu queria era que meu bebê nascesse bem.”

Na UTI

“Bom, no meio desse caos todo eu descobri o amor que transborda no primeiro chorinho. Meu pequeno nasceu chorando, e chorando alto, não pensavam que ele nasceria bem assim. 43cm e 2.280 kg, foi direto pra UTI Neonatal.

Na UTI o quadro dele foi se agravando. Ele nasceu em uma quinta e na sexta tiveram que entubar ele, eu mal sabia o que estava por acontecer. No domingo, quando entramos na UTI para vê-lo, ele estava com um biombo na frente, com vários médicos em cima dele que logo vieram conversar com a gente. Antes de entrarmos, o bebê havia tido um episódio grave de arritmia e teve que ser cardiorevertido. Ou seja, o coração dele passava muito tempo parado até o próximo batimento e tiveram que dar aqueles choquinhos nele, além disse, foi diagnosticado com hipertensão pulmonar grave e teve que ser colocado no óxido nítrico, um cilindro que fica ao lado do respirador do bebê, bem agressivo, o último recurso a ser usado já que mesmo respirando 100% pelo respirador ele ainda não conseguia manter a saturação.

Foram dias de luta em oração, oração no banheiro do hospital, oração em casa quando chegávamos depois do dia todo no hospital. Meu marido ia orar no quarto e eu na sala, passamos horas até pela madrugada em prantos e clamando a Deus pela vida do nosso pequeno. Quantas orações ajoelhados na frente daquele berço vazio.

Foram apenas 22 dias de UTI. Contrariando todos os médicos que achavam que ele não ia conseguir se recuperar, muito menos se recuperar de forma tão rápida. Quando ele começou a apresentar melhora, ficamos mais apenas 7 dias e tivemos alta pro quarto. A médica me disse que em 30 anos de profissão nunca viu um caso como o dele, e muito menos sonhavam com essa recuperação tão rápida dele. Foram dias difíceis, ele chegou a pesar 1.840kg porque ficou mais de 10 dias sem poder mamar nem pela sonda. ficou dias entubado, sedado, com chance dos órgãos começarem a falhar por causa da sedação.
Peguei ele no colo pela primeira vez 12 dias depois do nascimento.”

O milagre

“No dia que saímos, nem acreditei, muito menos as enfermeiras e as médicas. Quando estava arrumando as coisas dele pra alta, a enfermeira que mais cuidou dele me disse: “nunca vimos um caso como o dele ter uma recuperação dessa, saia aqui de dentro sabendo que foi Deus que salvou a vida do seu filho”.

E eu sei que foi Ele, foi Ele o tempo todo. Lembra que eu falei que não temos controle sobre nada? Antes isso me causava medo, insegurança, agora fico tranquila sabendo que Deus tem tudo sob controle sempre, e melhor Ele na direção do que a gente, não é mesmo?

Hoje temos um bebê lindo e saudável, que não teve nenhuma explicação do porquê da arritmia, do porquê do problema pulmonar. Sem nenhuma sequela. Perfeitamente saudável.

E para você, mãe de UTI, só quem passa por essa experiência sabe quão doída ela pode ser, mas quero que você lembre: Ele está no controle, entregue seu pequeno bebê a Deus,  confia e descanse. Aquele que cuida dos nossos filhos nunca dorme!”

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7 comentários

    1. Oie! Nada menina, líquido ok, colo do útero ok, ele entrou em sofrimento fetal e não sabemos o motivo, a princípio pensaram que fosse um problema cardíaco, mas não é, porque se fosse assim ele teria esse problema ainda.

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Junia Lane