Musicalização Infantil – Uma das melhores escolhas da primeira infância

Olá mamães! Hoje quero contar para vocês sobre a nossa experiência com a musicalização. Andei mostrando um pouco no InstaStories e algumas mamães escreveram pedindo mais dicas e perguntaram porquê escolhi começar com as aulinhas.

A Bela sempre amou música! Desde a barriga eu colocava músicas para escutar, de clássicas a pop. Com a gestação mais avançada conseguia reparar nitidamente o movimento quando dava o play e ficava impressionada como a Bela já sabia dançar, rsrsrs.

Com poucos meses de vida ela já demonstrava muita sensibilidade e amor pela música. Tenho vídeos e fotos dela emocionada escutando música clássica (com direito à lágrima de emoção e tudo! coisa mais fofa!), dela chorando de medo com uma musiquinha da igrejinha. Durante uma fase, sempre que íamos à igreja e tinha flauta doce na banda, a Bela chorava intensamente, como se o som a estivesse ferindo. Não adiantava nem colocar no peito, rs.

Eu estimulei, mas nada muito intenso. Coloco música em casa, a gente canta com ela, às sextas, que não tenho ajuda e passamos o dia inteiro juntinhas, é música atrás de música. A gente dança, se diverte… e não é apenas música de criança ou clássica, é música que eu gosto de ouvir. A Bela tem suas preferidas, mas no momento, essa aqui é a campeã! (tem gestos e interpretação igual a cantora! rs). O meu pai é cantor e músico, crescemos envolvidas num universo musical, a Ju e eu tocamos piano por muitos anos (eu fui rebelde e abandonei as aulas, mas a Ju honrou, ufa! kkk). Será que isso tem a ver? Por outro lado, o Diego não é nada musical, rs.

Um fato super engraçado e curioso. Finalzinho do ano quando fomos pro Rio para conhecer a Chloe, a Bela acabou ficando muito com o vovô porque eu estava ajudando com a bebê, com os primeiros cuidados com a Ju. Lembro de ver os dois no sofá, por mais de hora ouvindo música, sem vídeo, sem intérprete. Eram as músicas do novo álbum do vô, ele estava apresentando para ela. Que coisa mais lindas de ver. A Bela escolheu sua música favorita (deviam ser umas 10 no álbum) e tivemos que tocar todas as músicas, pelo menos o começo, para ela dizer se era aquela a música. Muito engraçado porque quando não é a música ela fica chateada, faz não com a cabeça e aguarda para ver se vai tocar a favorita.

A Musicalização Infantil é um poderoso instrumento de educação. Desenvolve na criança a sensibilidade musical, a concentração, a coordenação motora, a sociabilização, a acuidade auditiva, o respeito a si próprio e ao grupo, a destreza do raciocínio, a disciplina pessoal, o equilíbrio emocional dentre outras qualidades que colaboram na formação do indivíduo.

Até mesmo antes de nascer, no útero materno, uma criança já toma contato com elementos fundamentais da música como o ritmo, através das vibrações e pulsações do coração da mãe.

Ao nascer, a relação de uma criança com a música é imediata, através do acalanto da mãe e também através de objetos sonoros da casa e do mundo que a cerca.

Antes de começar a falar, um bebê canta, experimenta sons produzidos com a boca. Quando dá os seus primeiros passos até o ponto de poder ficar em pé, o ritmo de uma música o leva acompanhar com o corpo os movimentos cadenciados. E é a partir dessa relação entre o gesto e o som que uma criança, ouvindo, cantando, imitando, dançando, constrói o seu conhecimento musical. (Música Plena)



Me sinto privilegiada por perceber algumas mudanças no comportamento da Bela quando escuta algo que ama e a faz bem. Por isso, resolvi estimular mais. Descobri uma professora de música aqui perto de casa e começamos as aulinhas na Musicarte. É dentro de uma casa, um ambiente delicioso, com bebês na faixa etária da Bela. As aulas são leves, descontraídas e muito estimulantes.

O primeiro dia eu fiquei surpresa porque achei que a Bela não tinha curtido muito. Chorou para devolver cada brinquedo que passava por ela, não quis sair do colo…. Mas, na segunda em diante se abriu e foi só curtição. Cada aula está melhor e mais feliz!

Por enquanto não temos planos de colocar a Bela na escola. Algumas pessoas falam que já está na hora, outras falam que eu tenho que colocar na natação, então… Eu respeito e acho que não tem certo e errado sobre a escola e atividades precoces. Por aqui escolhemos brincar, explorar e imaginar dentro de casa, no condomínio, no parquinho… Gosto quando a Bela imagina, quando ela brinca com qualquer coisa sem hora certa! Além disso, quero que ela saiba lidar com o tédio. É um pouco difícil com essa era de tecnologia e celular (eu por exemplo, vivo conectada, trabalho de frente para a tela do computador), mas vou tentar privá-la ao máximo. –> acho que isso assunto para um próximo post.

Enfim! Vamos prosseguir com a aulinha de música apenas porque a Bela ama e a experiência tem sido ótima para o seu desenvolvimento, mas sem acelerar, afinal, eu não tem pressa nenhuma! 😉

Resolvi dividir com vocês a proposta da Musicarte:

A proposta das atividades é musicalizar e fazer arte brincando, explorando a criatividade e a liberdade de expressão. 

Um conceito diferenciado para as aulas de Música, com ênfase na iniciação à musicalização
e ao desenvolvimento das capacidades auditiva, artística e expressivas

Vivenciando a música a criança contribui para o seu desenvolvimento cognitivo, linguístico, psicomotor e sócio afetivo.

Além do prazer que a música proporciona, as atividades vão estimular na criança a coordenação motora, a concentração, a socialização, a expressividade, a acuidade auditiva, o trabalho em grupo, a disciplina pessoal, a destreza do raciocínio, e outros atributos que colaboram para a sua formação integral.

As crianças vão interagir com vários instrumentos e com jogos/brincadeiras de expressão, que reúnem som, arte, movimento e dança.

Vivenciando a música a criança:

– Experimenta, descobre, inventa, exercita e testa suas habilidades.
– Descobre seu potencial criativo, contribuindo a tornar-se mais criativa.
– Raciocina melhor e consegue “inventar” meios de resolver as próprias dificuldades.
– Desenvolve a consciência social e coletiva, convivendo sem dificuldades com regras de socialização, tornando-se mais comunicativa.
– Expressa seus sentimentos, contribuindo para o seu equilíbrio emocional.