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O coração rosa da Bela – Relato completo sobre a CIA (cardiopatia congênita) 

HOJE, exatamente hoje, faz 1 ano que a nossa Bela internou no HCor (Hospital do Coração) para realizar um procedimento super delicado no coração.

Um mês antes, em dezembro de 2017, durante uma consulta de rotina (na verdade, a primeira consulta com o Dr. José Agop, que é o pediatra da Bela até hoje), foi diagnosticado um sopro no coração, com necessidade de fazer um eco com urgência.

Eu tinha certeza que seria apenas um exame com a notícia “é um sopro inocente, fica tranquila”. Mas não foi. Descobrimos que a Bela tinha uma cardiopatia congênita, a CIA:

“Comunicação Interatrial (CIA) é um defeito cardíaco que está presente desde o nascimento, caracterizado por uma comunicação (buraco) entre as duas câmaras superiores do coração. Esta comunicação causa um aumento do fluxo de sangue que vai para os pulmões.”

A partir daí fomos encaminhados para um especialista em cardiopatias infantis, o Dr. Carlos Pedra. Era quase natal e, por Deus, conseguimos um encaixe no último dia de atendimento do ano. Nunca vou esquecer o alívio que senti ao saber que a Bela estava sendo cuidada por um dos melhores médicos do coração da América Latina.

O buraquinho no coração poderia ser fechado através de cirurgia ou por um procedimento via cateterismo: uma prótese seria implantada no coração dela, fechando os buraquinhos.

O Dr. Pedra explicou exatamente como seria o procedimento, os riscos, o antes e depois, o porquê de já ser realizado na idade dela e também deixou claro que ainda existia a chance de ter que ser submetida a uma cirurgia (a parte mais assustadora para nós).

“Geralmente as crianças, adolescentes e adultos jovens portadores desta doença apresentam poucos sintomas. Com o avançar da idade, podem aparecer cansaço fácil e arritmias (batimentos mais rápidos ou tropeços do coração). O diagnóstico é realizado pelo ecocardiograma. (…) Neste caso o coração é atingido por um cateter que é introduzido na veia femoral localizada na virilha. O procedimento é guiado pelo ecocardiograma transesofágico que auxilia na escolha do tipo e tamanho exato da prótese. A prótese é introduzida no catéter e levada ao coração, sendo posicionada entre as duas câmaras superiores sob a visão do eco. Quando o dispositivo se encontra adequadamente localizado e, após a checagem se houve desaparecimento da passagem de sangue de uma lado ao outro, ele é desenroscado do cateter liberador. O índice de sucesso deste tipo de procedimento é bastante alto, acima de 95%.”

O relato completo eu conto nesse vídeo aqui. Conto como foi no hospital, a recuperação e a história do #CoraçãoRosa. Gravei ele mais ou menos uns 2 meses após e acabou que nunca dividi com vocês. Não sei se era medo, ou se não queria falar tanto do assunto. Enfim! Hoje, após um ano eu só tenho motivos pra comemorar, para agradecer e chorar de emoção!

A Bela está ótima! Foi um ano de muitas conquistas.
Nossa menina se desenvolveu muito, pôde se arriscar mais, engordou e, de certa forma, até o seu jeito mudou. Ela continua sendo delicada e fofa, mas agora tem aquele jeito travesso de criança, uma alegria imensurável (sexto sentido de mãe: eu acho que a cardiopatia a deixava tão cansadinha que ela chegava ficar triste e prostrada, embora ela nunca reclamasse, afinal, nasceu assim).

Já fizemos outro ecocardiograma e a prótese está perfeita! Os 3 buraquinhos não existem mais e não circula sangue de um átrio para o outro.

Também foi um ano de luta em relação às dificuldades respiratórias da Bela (não conto isso no vídeo porque as complicações vieram depois). Os médicos supunham que o peito chiador, as infecções de repetição (foram 3 pneumonias em 1 ano) tivessem completamente ligadas ao coração. Pode até ser que seu corpo ainda esteja tentando entender a mudança, mas tivemos outras crises respiratórias nos últimos meses, outras duas pneumonias. A diferença é que agora ela reage mais rápido, e em paralelo estamos tratando a asma (que nem sei se é esse o diagnóstico).

Esse post é para dividir com vocês a minha alegria. Para agradecer todos vocês que torceram e oraram; e também é um relato de amor para quem está passando pela mesma situação. É tão bom quando encontramos pessoas que vivem lutas e desafios parecidos. É encorajador saber que deu certo para outras famílias.

Gratidão imensa a Deus, à família e amigos que estiveram ao nosso lado.
Com vocês, a Bela coração ROSA!:)

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1 comentário

  1. Obrigada por dividir isso meu filho tem 30 dias de vida é assim que ele nasceu foi diagnosticado com a CIA estamos numa fase de pesquisa e de muito choro.

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Junia Lane