{História Real} Como Estimular o Crescimento do Bebê Prematuro

Amamos receber relatos reais de mães que transformam suas vidas e sua maneira de viver depois que nascem seus filhos. Gostamos tanto que criamos a coluna Mamãe Empreendedora, que conta histórias de superação e mudança de mães que decidiram largar tudo para viver ao lado de quem mais amam: seus filhos.

Hoje queremos compartilhar a história da Vivian, mamãe da Valentina, que nasceu prematura por uma complicação chamada Síndrome de HELLP. Você sabe o que é?

“Síndrome de HELLP é uma complicação obstétrica grave, pouco conhecida e de difícil diagnóstico, que pode causar a morte da mãe e também do bebê. As causas não são conhecidas e pode ser confundida com pré-eclampsia grave.”

Após o nascimento da filha, Vivian decidiu usar sua profissão a seu favor e a estimular sua pequena e outras mães, que também passaram por isso, com dicas de brincadeiras dinâmicas para a primeira infância, e ela compartilha tudo com a gente.

A descoberta

Em Junho de 2017 descobrimos que estava grávida. Foi uma grande felicidade pois já queríamos muito essa benção! O decorrer da gestação foi bem tranquilo, sempre fazendo o pré-natal, nunca apresentei nenhuma complicação. Até que com 29 semanas, um dia após a consulta onde estava tudo normal, senti minha língua dormente, meus pés bastante inchados e uma dor muito, muito forte na boca do estômago. Meu marido aferiu minha pressão e descobrimos que ela estava bastante alta. Eu nunca havia tido problemas de pressão antes.

Quando ligamos para meu médico, ele pediu para irmos ao hospital com urgência. Lá aferiram minha pressão novamente e a mesma só aumentava! Me deram medicação para tentar reverter, mas o quadro só piorava. Então fui diagnosticada com Síndrome de HELLP. Segui de ambulância para outro hospital, onde havia uma melhor estrutura na UTI neonatal, pois sabiam que a Valentina poderia nascer a qualquer momento.

Na madrugada do dia seguinte, não tinha mais como adiar o parto. No dia 22/11/2016, Valentina nasceu às pressas pois ela e eu corríamos um grande risco de não resistirmos.

5 dias depois, eu recebi alta e Valentina foi transferida para a UTI Neonatal, não podíamos mais dormir no hospital. Moramos a 50km de distância de lá, porém todos os dias íamos passar o dia com nossa filha. Fazíamos mãe e pai canguru por horas, e no fim do dia, voltávamos sem ela para casa. Essa era a parte mais difícil!

Graças a Deus, depois de 50 longos dias de UTI, ela teve alta e a levamos para casa. Um dia inesquecível e muito aguardado por nós!

A recuperação

Foi então que minhas dúvidas começaram. Como sou fisioterapeuta e psicomotricista, sabia muito bem da importância dos praticamente dois meses que ela não teve na minha barriga, e precisava ajudar minha pequena a se desenvolver e crescer com saúde! Surgiu então a ideia de criar o Playing and Learning (brincando e aprendendo), para ajudar não somente outras famílias que passaram e passam pela angústia de ter um bebê prematuro, como também todas as outras famílias que têm bebês a termo em casa, pois muitos se questionam: “Será que é possível estimular bebês tão pequenos?”; “Do que posso brincar com meu filho?”; “Será que fazer alguma coisa agora terá algum resultado futuro?”. Para essas e outras dúvidas relacionadas, hoje posso dizer com toda a certeza que sim! É possível, vale a pena, e trará resultado.

Vendo o desenvolvimento da Valentina com 12 meses de idade e 10 meses de idade corrigida, ela está super esperta, explorando o mundo e surpreendendo a todos que a conheceram tão pequena e tão frágil.

Na primeira infância o cérebro passa por grandes mudanças. Ele cresce, desenvolve-se e vivencia períodos sensíveis para algumas aprendizagens. Por isso, um ambiente com experiências significativas e recursos físicos adequados tornam-se importantes. Porém, mais do que isso, a criança necessita de um lugar onde pode encontrar segurança fisica e emocional, conforto e empatia por parte do adulto responsável por ela.

O estímulo

Nosso papel como pais/cuidadores é fundamental para promover um ambiente propício em que o processo natural de desenvolvimento ocorra positivamente, bem como assumir a sua função e responsabilidade na contribuição externa.

Estimular, proporcionar brincadeiras e oportunidades de aprendizado é essencial para criar um vínculo com a criança, permitindo que ela ao longo de sua vida fique mais confiante para ter sua própria independência, sabendo que pode recorrer aos pais/cuidadores sempre que sentir necessidade.

Uma criança adequadamente estimulada tem mais capacidade de aprendizagem e facilidade em adaptar-se ao seu meio, e de relacionar-se com as outras pessoas.

As crianças necessitam ter uma rotina bem planejada, estruturada e organizada para o seu melhor desenvolvimento, que proporciona conforto, segurança, maior facilidade de organização, espaço temporal e diminua o sentimento de estresse que uma rotina desestruturada pode ocasionar.

As crianças precisam também de tempo para brincadeira, de lazer e diversão. A brincadeira exercita a criatividade, estimula a imaginação e permite a expressão dos sentimentos. Ela é de fundamental para o desenvolvimento na medida em que a criança pode transformar e produzir novos significados.


Ter contato com a natureza, evitar ao máximo o uso de eletrônicos e focar mais no contato com o outro, são práticas fundamentais nessa época para o desenvolvimento saudável da criança!
As atividades que compartilho não requerem brinquedos caros, tão pouco tecnológicos, mas sim: TEMPO. Tempo para usufruir dos nossos pequenos!

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1comentários

  1. Amanda Ribeiro - 27 de Fevereiro de 2018 às 22:55

    Amei o post! Por aqui temos um bebe prematuro que estimulamos
    Muito, e estas dicas são muito bem
    Vindas!