Eliminando o Açúcar: trabalho de parto mais rápido e com menos dores

Chegamos nas 38 semanas!! Uau, como passou rápido! Quem está acompanhando meu Diário de Gravidez, sabe que desde o começo fui à procura de profissionais que não apenas apoiam como fazem acontecer; que se preocupam com detalhes e são muito profissionais!

Desde o mês passado minha enfermeira obstetra e parteira Ivanilde Rocha vem tirando dúvidas e compartilhando assuntos bem interessantes para quem está no finalzinho da gravidez. Ela já falou sobre os cuidados e atenções especiais para as últimas semanas de gestação e compartilhou toda a sua experiência sobre parto humanizado.

E hoje, minha médica, a Dra. Priscila Raposo, está esclarecendo uma dúvida que toda mulher tem: as DORES DO PARTO. Cada vez se fala mais sobre parto humanizado e parto natural, mas como facilitar o processo para que as gestantes não sofram tanto as dores do parto?
Por que algumas gestantes não sentem tanta dor e tem parto super rápido enquanto outras sentem dores que se estendem por dias com contrações fortes sem dilatação do colo uterino?

A explicação está ligada à taxa de açúcar no sangue materno, isto é, mulheres que têm uma taxa de glicemia menor apresentam partos mais fáceis devido à produção de receptores da prostaglandina que é responsável pela dilatação do colo uterino e só são liberados se a glicemia estiver baixa.

As dores são decorrentes das contrações uterinas que irão empurrar o bebê em direção ao colo e este se abrirá para o nascimento. Se o colo uterino estiver mais endurecido, as dores serão maiores e o parto prolongado.

Durante a gestação o colo se apresenta fibroso, resistente e carrega o peso do útero, e só no final ele começa a esvaecer, amolecer e afinar decorrente a presença da prostaglandina e seus receptores.

Na fisiologia do parto, ocorre a orquestra hormonal. Vários hormônios são liberados, sendo a ocitocina responsável pelas contrações uterinas e a prostaglandina pela dilatação do colo. E quem dá início à produção destes hormônios é o bebê, à partir da liberação de cortisol que atravessa a barreira placentária e desencadeia o trabalho de parto.

Mas para os hormônios agirem é necessário a presença de receptores específicos, que serão liberados juntamente com os hormônios; e os receptores de prostaglandinas só serão produzidos em baixa taxa de glicemia.

Assim, mulheres que têm baixa taxa de glicemia produzem mais receptores de prostaglandinas e, consequentemente, seu parto será mais fácil, pois o colo uterino responderá melhor às contrações.

Para as gestantes que acompanho, oriento diminuir o máximo possível o açúcar e zerar a partir de 36 semanas de gestação para que haja mais receptores de prostaglandinas e quando iniciarem as contrações, o colo uterino estará amolecido e se abrirá com mais facilidade, tornando o trabalho de parto mais tranquilo, menos doloroso e mais rápido.

Além, é claro, dos benefícios nutricionais que uma dieta pobre em açúcar industrializado traz para a gestante e seu bebê.

Portanto, gestantes devem se concretizar da importância de uma alimentação adequada.

 

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Texto:Dra. Priscila Raposo
Foto: TC Birth Photographer

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2comentários

  1. Samantha Soares - 2 de Abril de 2018 às 16:04

    Achei o texto muito bem escrito, bem embasado em termos técnicos mas no momento do parto tudo é muito variável. Tive uma gestação com quase zero açúcar e fiquei um trabalho de parto (natural por sinal) por sete horas + dois dias de contração. Cada mulher tem sua história e parto, nesse terreno nada é regra.

  2. Raquel - 8 de Abril de 2018 às 16:47

    Olá!!

    Seria muito legal trazer referências que comprovem ou demonstrem essas afirmações…