{Coluna do papai} A famosa curvinha verde

Mulheres Mães,
Quem vos escreve é um pai espião aqui do blog.
Me pediram (a Chloe) para explicar a minha visão do que está acontecendo com ela para que outras crianças da idade dela entendam um pouco e não fiquem preocupadas sem necessidade.

O assunto é a tal curva verde que tem na cadernetinha da Chloe.

Como a minha área é exatas, eu acabei virando um explicador de gráficos pra Junia, que estava incomodada no início. Acho que, com poucas exceções, a maioria das mães, podem ficar tranquilas e tirar a pulga de trás da orelha com a tal da curva.

Assim que a gente saiu da maternidade com nossa “garota carioca sangue bom”, quase uma Garota de Ipanema, ganhamos uma caderneta e nela vamos mantendo o controle, um CHECKLIST da “X-loe”! É super interessante e útil.

Com a caderneta fazemos o controle de vacina, acompanhamento da nossa pediatra e podemos nos organizar. Mas, pode ser que em algum momento, como aconteceu aqui em casa, você também comece a se fazer algumas perguntas.

A Chloe nasceu com 38 semanas. Eu, que contava meses, tive que aprender isso na marra. Para mim, eram nove meses e, PAAA, tá lá! Mas, parece que não é bem assim.

Ela estava prevista para o início de janeiro mas, meu aniversário era uns 10 dias antes e ela resolveu fazer surpresa e nasceu JUSTO NO MEU DIA. Bom, agora “EU JÁ ERA” de vez. Nem aniversário terei. O único dia que eu era O CARA foi por água abaixo! Mas, vou reverter a situação. Ela vai se amarrar mais ainda em mim por causa disso. Vou provar pra vocês daqui um tempo.

A Chloe nasceu pequena, 46 cm e 2,580 kg. Aquelas roupas que eu tive “tanto” trabalho de ir lá longe escolher, ficavam sobrando nela. Por um lado eu vi ali uma possibilidade de durarem mais tempo, se é que me entendem ($$$$).

Alguns dias depois de sair da maternidade, a Chloe foi dar o primeiro passeio da vida na Dra. Marcia, nossa pediatra. Como é bom encontrar um profissional que a gente se identifica, não é verdade? Gostei dela na primeira consulta. Não tenho ido em todas. Mas, nas primeiras fui e nos identificamos bastante com ela.

Bom, na Dra. Marcia conhecemos a “tal” curvinha verde. Aquela que diz se a Chloe está com as bochechas muito pesadas ou não.

A Chloe, como falei, nasceu magrinha, mas logo começou a ganhar o peso perdido no pós parto. Mesmo assim, ela se mantinha um pouquinho abaixo da “curva verde”.

A Junia se perguntava por que, se ela mamava bem desde o primeiro dia… Pensava se o leite dela era fraco, se ela tinha que mamar mais ou se precisava dar algum suplemento. Cabeça de mãe de primeira viagem é uma doideira, né? Quando a gente casa a gente vê o que é a cabeça de uma mulher. Depois que nasce filho então… NUSSAAAAAA!

Nas consultas seguintes a Chloe continuava um pouco abaixo da curvinha verde. A Dra.  falou que ela poderia sim ter engordado um pouquinho mais, mas que não precisávamos nos preocupar porque talvez a Chloe estivesse traçando a reta dela. Isso foi deixando a Junia mais tranquila.

Resolvi me intrometer como engenheiro e encanador lá de casa e explicar para a Junia um pouco sobre gráficos. (Nem é uma gaussiana, então é mais fácil ainda.)

Aproveitei pra pesquisar um pouco sobre a tal curva do crescimento…

Antigamente as curvas de referências que existiam eram feitas a partir apenas do padrão de crescimento de crianças americanas, e entravam na amostragem crianças que tomavam fórmula e não apenas o leitinho da mamãe! Isso acabava não sendo aplicável a crianças de outras realidades.

Para melhorar, a organização mundial de saúde fez um novo estudo para traçar um gráfico com padrão mais fiel e analisou 6 diferentes países, inclusive o Brasil, sendo que todas as crianças estudadas tinham que ser alimentadas apenas com leite materno.

Hoje, o gráfico que temos na cadernetinha é esse da OMS e tem características muito mais aplicáveis a nós.

Além da tranquilidade passada pela Dra., depois da pesquisa que fiz, a Chloe gostou da minha explicação e me pediu para compartilhar com vocês.

O gráfico que a gente tem lá no caderninho é traçado por uma média de valores que é feita com uma amostragem grande de bebês.

Muitos são acima da curvinha e muitos outros são abaixo, uns mais perto e outros mais longe. Alguns também ficam bem em cima. De todos esses valores foi feita uma média que resultou na “curtinha verde”. Então, estar bem na curva é ótimo mas, estar um pouco abaixo ou um pouco acima não quer dizer que tem alguma coisa errada ou que a gente precisa se preocupar.

Cada um dos nossos pequenos tem sua própria curva que, não necessariamente, é exatamente na curva verde. Pode ser que a Chloe seja baixinha, então, se ela for baixinha e estiver na curva verde, pode ser que ela esteja um pouco acima do peso e já precise de matrícula na academia, o que significa mais gastos! (rs) Se puxar a mãe vai querer usar salto alto rapidinho. Mas, vai que ela fica no meio de nós dois (tomara!). Nem 8 nem 80!

Da mesma forma que existem pessoas altas e baixas, magrinhas e gordinhas, cada uma com suas características físicas, os bebês também são extremamente diferentes! Olhando para as pernocas dela e para aquelas bochechas, a gente vê claramente  que não precisamos nos preocupar.

Se seu bebê está dentro dos limites, não estando muito perto ou passando das curvas vermelhas, não precisa se preocupar. Pode ser que ele esteja traçando a curva dele (palavras da nossa Dra.!) mas, tudo o que conversamos aqui, são nossas experiências e nossas trocas de informações, e não substituem o que os pediatras aconselham e nos falam, combinado?

Com certeza as mães com mais bagagem, já entenderam isso mas, se você está bem no início e isso te incomoda, não precisa achar que tem algo errado, viu? Seu leite não é fraco! Corpo de nenhuma mãe deixa a molecada com fome. Ele tira de vocês e dá para eles. Então, mamães, cuidem sempre da própria saúde para que estejam prontas para oferecer os banquetes diários!

Bom, foi assim que aprendemos por aqui e, se alguém tiver mais dicas sobre a curvinha verde e quiser passar para outras mães aqui nos comentários, eu acho super legal. A troca de informações e ajuda mútua é a grande porta desse blog.

É isso, mães. Palavras de um barbudo.
Vai que está tudo errado!!! Hahaha

Um bjo pra vocês.

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8comentários

  1. Raquel Santiago - 13 de julho de 2017 às 16:44

    Huahuahuahuahua X-loe 😂😂😂😂 isso só podia ser coisa desse papai mesmo.
    Foi muito esclarecedor Lícius, parabéns pelo empenho e dedicação em ser pai.
    Não faz mais que a obrigação.😒😂😂😂 #brinks
    Mamães vão entender…😂😂

  2. Mary - 13 de julho de 2017 às 16:44

    Muito bom. Professor dos bons.

  3. Beatriz Dias - 14 de julho de 2017 às 15:53

    Sensacional!!!

    Parabéns, Licius! Obrigada por dividir com a gente de forma lúdica e bem humorada.

  4. Fabíola - 14 de julho de 2017 às 21:11

    Hahaha!!! É tão bom poder ver as coisas do ponto de vista do pai!! Eles ainda são meio negpigebciados quando o asdunto é maternidade, ainda que tenhamos bem mais participação hoje em dia. Se não fossem os papais para acalmar e tranquilizar o coraçãozinho sempre aflito e preocupado de mãe… E viva os barbudos, bem humorados e meio doidos. O meu barbudo é assim também.
    Agora falando sério, a Sofia nasceu com 47cm e 2,980. No começo ela estava ganhando oeso lindamente, sempre bem em cima da curvinha verde, mas quando fez 6 meses perdeu peso do nada, nem ficou doente. Foram só algumas gramas, é verdade, e ela ainda estava com peso normal, mas bastou o pediatra falar isso para surgir a danada da pulga atrás da orelha: chorei, me senti uma péssima mãe e tentei entender o que eu estava fazendo errado. Além disso, por eu ser jovem (23 anos) as pessoas me olhavam torto, como se eu fosse irresponsável e deskeixada con a ninha pequena ursinha.
    Fui então em uma nutri e ela tirou minhas dúvidas, disse que a minha littlr moon estava saudável e que era normal ter umas alterações na época da introdução alimentar. Além disso tinha a questão genética; gente, eu tenho 1,54m e meu noivo também é baixinho, então els não vai ficar muito gordinha. Seus bochechões de buldogue bão me deixam mentir rs.
    Minha dica para as mamães de plantão é: confiem.em seus instintos, se informem com profissiinais e confiem no bebê também. Ele é único e especial. Variem a forma da comidinha e não deixem de oferecer o mamázinho que alem de nutrir acalenta.
    É isso rs. Licius, continue escrevendo e nos divertindo. Depois querrmos ver o Diego escrevendo também.

    1. Lápis de Mãe - 18 de julho de 2017 às 16:16

      É coisa de mãe mesmo, não é?! Temos mania que nos preocuparmos com tudo… Qualquer coisinha que aconteça de diferente com nossas filhas já achamos que a culpa é nossa! hehe
      Mas graças a Deus temos profissionais para nos acalmar e maridos para nos divertir e tirar um pouco do peso das nossas costas!! haha
      Parabéns pela bebê e pela família!! Grande beijo 🙂

  5. Dani Paes - 24 de julho de 2017 às 16:37

    Olá! Otimo texto! Adorei ler. Parabens!

    1. Lápis de Mãe - 25 de julho de 2017 às 13:43

      Oii Dani! Que bom saber que gostou do post!! Ficamos muito felizes com seu feedback 🙂
      Grande beijo!

  6. CIBELLE - 18 de agosto de 2017 às 15:12

    MUITO BOM!