Amamentação Prolongada – Eu tenho superpoderes!

Já contei para vocês que amamentar era o meu grande sonho, não é mesmo? (Escrevi aqui sobre a minha experiência inicial com a amamentação). Vivo ainda esse sonho e intensamente, rs. A Bela vai completar 1 ano e 2 meses essa semana e ainda mama bastante.

Quando ela completou 6 meses começamos a introdução alimentar. Não foi nada fácil e o leite materno foi o principal alimento durante um bom tempo. Aos poucos ela criou amor pelos alimentos, mas nunca dispensava o mamazinho. Eu sempre tive em mente que amamentaria até quando fosse bom para nós duas. Amo taaanto esse momento só nosso e me sinto a pessoa mais importante do mundo, e tem horas que gostaria que o mundo inteiro parasse e que eu conseguisse congelar, quem sabe guardar em uma caixinha o rostinho da Bela pedindo mamá, a mãozinha dela fazendo carinho no meu rosto, a pausa para um sorriso (como se falasse, “que delícia, mamãe! muito obrigada”).

Eu sei que hoje a maior parte dos nutrientes e calorias estão nos alimentos. Mas também sei bem que além de amor, sai muita coisa boa de mim! A Bela ficou doente um tempo atrás e não aceitava comer nada. Emagreceu, ficou abatida, a rotina do hospital atrapalhou o sono dela… Mas, se não fosse o mamazinho…. Era uma forma de consolo e conforto, mas a deixava nutrida e hidratada. Teve um dia que eu pensei que iria “ficar seca” porque parecia que não saía mais nada daqui. Aí, o nosso corpo, tão inteligente, entendeu que a demanda tinha mudado e aumentou a produção. Minhas mamas encheram e tive a sensação de que a Bela era recém-nascida. Era muuuito leite. Demais, não é mesmo?

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O Diego e eu sempre conversamos sobre amamentação e ele sabia o quanto eu queria prosseguir. Mas, ele não entendia muito a importância, talvez devido à nossa cultura da mamadeira, dos mitos “daí só sai água”, e depois dos dias difíceis que passamos com a Bela com pneumonia, mudou muita coisa. Até então ele sempre perguntava “mas, amor? você não vai desmamar?”.

Confesso que já tive meus dias “perturbados”. A Bela nunca aceitou a mamadeira (tentei quando ela tinha 6 meses e depois com 8 meses. Sem sucesso, e olha que era o meu próprio leite) e chupeta menos ainda. Eu ficava pensando como seria na minha ausência, como ela ficaria? Precisava de mamadeira. Com o tempo percebi que não era a mamadeira que iria substituir o mamá, era o carinho e segurança. Ela dormiu poucas vezes sem mim à noite, mas deu certo. Por isso, hoje vivemos a fase em que a amamentação está muuuito mais ligada ao afeto do que à fome. E eu pergunto: “qual o problema nisso?. Existe algo de errado em suprir as necessidades emocionais do filho?” Eu concordo que vai além da amamentação. Acalentamos com o colo, abraço, carinho, conversa, e no peito também. Passamos por momentos tão difíceis: pega incorreta, fissura, mastite, produção insuficiente, cólica, e agora, que é tudo mil maravilhas a gente precisa ter o sentimento de que amamentar é desnecessário?

Um dia desses, conversando com uma conhecida, ela soltou a seguinte frase: “a Bela ainda não está andando porque é muito agarrada com você e mama demais no peito”. Eu quase caí pra trás. Oi? A nossa sociedade ainda é tão preconceituosa em relação à amamentação após o primeiro ano de vida. E sabem, é uma fase tão delicada. O bebê está crescendo, entende quase tudo o que falamos, mas não consegue se comunicar, é tanta mudança que tudo o que ele não precisa é de alterações bruscas e traumáticas nessa fase. Claro que existem mil casos, como mães que precisam voltar a trabalhar, ou mães que não aguentam o cansaço e amamentar na madrugada virou um martírio…

O nosso papel atualmente é apenas: não julgar, respeitar e apoiar. Se tem uma coisa que aprendi depois que me tornei mãe é que nenhuma história é igual e cada bebê é único, cada mãe é única.

Mas, eu fico intrigada ainda. Por que é natural e normal ver um “bebê grande” mamando mamadeira e chupando chupeta e é tão anormal ver um “bebê grande” mamando no peito? Já pararam pra pensar que o natural deveria ser a amamentação? Não estou aqui julgando quem dá mamadeira ou chupeta, é apenas uma reflexão. Se o bebê tem necessidade de sucção, se ele se sente acolhido, seguro seja com a chupeta ou com o peito, porquê os olhares tortos para a mãe que amamenta em público um bebê que anda, brinca e fala?

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Eu ainda não sei até quando iremos. Ao mesmo tempo que amo, tem dias muito cansativos. A Bela dorme no nosso quarto. Tem acordado uma vez na madrugada (agora), mas algumas noites acorda mais e a única coisa que a acalma é o peito. Fico muito cansada, mas ela tem crescido e se desenvolvido tanto, que esse é um tempo que não volta e está passando muito rápido. Semana passada ela acordou e eu resolvi não amamentar. Eu precisava testar pra ver como seria porque daqui 3 semanas vou viajar a trabalho e será a nossa primeira noite separadas. Eu sei que tem mais chororô quando estou por perto, rs. O teste deu certo e ela voltou a dormir sem mamar. (ah, e por aqui não adianta nem vir com copinho de água, chazinho, etc. rs).

Também estamos vivendo uma fase mais chata na alimentação. Tem dias que ela só quer comer o que quer comer. Ontem almoçou tomate. Sim! Todos os tomates do próprio prato, do meu prato e do Diego. Eu quase morro do coração. Claro que depois ela pediu mamázinho. Nessas horas eu fico aflita, mas penso que se não fosse o peito, provavelmente seria o leite da mamadeira (ou não, porque tem dias que não tem explicação pra nada, rs). Em compensação, lanchou um omelete enorme, comeu muuuita melancia e destruiu na janta (sopa de legumes, macarrão, shimeji, fruta e ainda pediu o pão que o pai estava comendo).

O que tenho mentalizado é que a amamentação está aqui para contribuir e para facilitar. Os dias mais difíceis, tem ela! Os dias alegres, tem ela também. Os dias doentinhos, tem em excesso, os dias irritados por causa dos dentinhos, tem mamazinho, as viagens e pouca opção para comer, ô se tem mama!

Esse relato é a minha forma de dizer que amamentar é lindo, é natural e é muuuuito bom! Também é a minha forma de dizer que não é sempre fácil, que tem dias cansativos, mas que passam e fica só a parte boa. Não deixe que te façam acreditar que “daí só sai água”. Mas quer saber de uma coisa, mesmo que fosse só água, não seria a melhor água do mundo?

Separei alguns benefícios da amamentação prolongada. Encontrei no Disney Babble e achei bem interessante.

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Nutrição

De acordo com informações do Unicef, no segundo ano de vida, 500 ml de leite materno fornecem 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% de proteína e 31% do total de energia que uma criança precisa diariamente. E, mesmo depois dos 2 anos, o leite materno ainda é uma importante fonte de nutrientes.

Saúde

O caráter imunológico da amamentação continua a valer. “O leite materno previne a criança de doenças como infecções gastrointestinais, respiratórias e urinárias, principalmente”, explica a pediatra Silvia Gioielli. Além disso, quando as crianças ficam doentinhas e não querem comer nada, o leite materno oferece nutrição e conforto para que se recuperem mais rapidamente.

Segurança

Você pode até ouvir por aí que crianças que mamam após os 2 anos ficam mais dependentes da mãe, mas saiba que isso não é verdade. Uma criança que tem o aconchego da mamada sempre que precisa torna-se mais segura e confiante para desbravar o mundo. “As crianças que conquistam a sua independência em seu próprio ritmo, são mais seguras que as crianças forçadas a isso prematuramente”, tranquiliza a pediatra.

Desenvolvimento dos músculos da face

“Mamar no peito é um ótimo exercício da musculatura da face e da boca, o que estimula favoravelmente as funções da respiração e deglutição”, afirma Silvia. Isso não acontece com o uso da mamadeira, pois é justamente o movimento que o bebê faz para ordenhar a mama que favorece o desenvolvimento harmonioso da face e da dentição.

Menos chances de alergias

A proteína das fórmulas infantis é derivada do leite de vaca e tem grande potencial de causar alergias. A soja também entra para a lista de alimentos com grande potencial alergênico. Portanto, quanto mais tarde seu filho tiver contato com eles, melhor.

Inteligência

Pesquisadores da Escola de Medicina de Christchurch, na Nova Zelândia, conduziram um estudo que mostrou que crianças amamentadas por mais tempo têm melhores resultados na escola. David M. Ferguson e L. Jonh Horwood, autores da pesquisa, defendem a ideia de que as gorduras insaturadas encontradas no leite humano são importantes para o crescimento do cérebro e do sistema nervoso.

Vínculo

A amamentação constitui um importante processo de vínculo entre mãe e criança. No caso da amamentação prolongada, esse processo continua a crescer e a criar bases sólidas e importantes para o desenvolvimento do seu filho.

Mãe saudável

A amamentação reduz os riscos de câncer de mama (proporcional ao tempo que amamenta), reduz a incidência de osteoporose e diminui riscos de câncer de útero e de ovário.

Economia

As vantagens da amamentação prolongada também chegam ao seu bolso, já que você não precisará gastar dinheiro com as fórmulas infantis.

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Pensando bem, acho que tenho super poderes! rs

quem faz parte desse post

Fotos: Junia Lane
Lacinho: Miminho Mimo de Criança 

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13comentários

  1. debora werneck @diariodeumaamadora - 17 de outubro de 2016 às 14:09

    q post expetacular. vc expressou tao bem sua visao e sua realidade sobreamamentacao. e ainda te aplauso por expor a baita besteira q te falaram… o q vc respondeu?? medeu ate raiva rsrs
    continue firme na certeza q vc está fazendo sei melhor. seguindo seu instinto, coracao e com tda razao do universo

    desculpa os erros, eatou amamentando kkk

  2. Raquel Santiago Moreira - 17 de outubro de 2016 às 21:13

    Sensacional!!!
    Amei seu relato, vivo exatamente essa fase aqui em casa com minha Bela.
    Estou pouco me lixando pra comentários desnecessários, só nós sabemos o quanto é importante esse vínculo.
    Obrigada por nos incentivar nessa jornada.
    Beijos pra vcs! :*

  3. Keliny Procópio - 18 de outubro de 2016 às 11:11

    Lore seu post me deu mais força, a minha Melissa completará 2 anos dia 23/10 e ainda mama no peito (pasme!) E assim como a Bella nunca aceitou mamadeira ou chupeta. Cheguei a desanimar diversas vezes quanto a amamentação por comentários que recebi muitas vezes. Mas amei perceber que não sou apenas eu que estou nessa luta e a leitura do seu post me ampliou os horizontes (sim, ainda temos dias difíceis e as mamadas na madrugada as vezes são mais de uma. Mas superamos as dificuldades dia a dia) Um super abraço.

  4. Rosana Garcia - 18 de outubro de 2016 às 11:12

    Lorena… fiquei tão feliz em ver esse post pois passo pelo mesmo que você. A Melissa tem 1aninho e 1 mês e isso deixa as pessoas assustadas ao verem que ela ainda mama. Ela ja está andando, comendo normalmente( tem dias mais fáceis e outros mais difícies), e está super saudável. Cada bebe é único mesmo. Não desanime e saiba que existem um montão de mamães que partilham dessa mesma ideia. Beijinhos em vc e na Bela .

  5. Jacqueline - 18 de outubro de 2016 às 11:23

    Andar!!!!
    Meu primeiro filho andou com um ano e metade da segunda semana… Minha irmã enchia o saco dizendo que ele tinha demorado porque era muito mimado, até o dia que comentei sobre a fala: ele falou cedo, enquanto minha sobrinha, que ela dizia ter andado rápido só começou a falar um mês antes dos dois anos (explodiu, não sei onde guardava tudo aquilo de palavras, rs já começou falando como se tivesse 5 anos, vai entender)… Argumentei que os bebês são diferentes, que não seguiam e não tinham que seguir uma “regra” de desenvolvimento, e que embora tenha bebê que anda e fala rápido, era igualmente normal também, uns se desenvolverem mais rápido em determinado aspecto e outros, em outros.

    Meu segundo filho andou com um ano, dois meses e metade quarta semana. Começou a “falar” no final do sétimo mês; ele falava Dedé, chamando o irmãozinho, e no final do oitavo mês começou a falar Deta, ele me chamava de Deta; meu filho mais velho fala mamãe umas duzentas vezes por dia, mas não sei por que cargas d’águas o segundo não me chama de mamãe, ele me chama de Jacque, Jajaque, mas mamãe só bem de vez em quando, quando fica, literalmente, brincando de falar mamãe: ele senta no meu colo, fica olhando no meu rosto, apertando minhas bochechas, falando mamãe e se desmanchando nas risadas…

    Ainda sobre o aspecto do desenvolvimento, sempre existem as cobranças, e isso é muito chato… Acho que cada mãe “sabe” meio que instintivamente o que é melhor pro seu bebê. No meu caso, eu não amamentei nenhum dos dois porque eu não tive leite (é uma longa história); mesmo assim, as críticas foram muitas porque achavam que era má vontade minha… Se as pessoas, mesmo as que já são mães, soubessem as lutas pessoais da outra mãe com seu bebê seria tão melhor, aliás, se simplesmente respeitassem já seria tão mais fácil!!! Eu dava e dou muito colo e chamego pros meus filhos sim… mimo mesmo… Eu não amamentei, então, principalmente na fase de bebê, o máximo que eu podia dar de colo pra eles eu dava… e não me arrependo… curto ao máximo que posso… e parece que todo tempo que dispenso a eles ainda é pouco para mim… O tempo voa, né!!!

  6. Mirlemcm - 18 de outubro de 2016 às 13:14

    Meu momento mágico com toda certeza é a na hora do mamar..
    Não interessa se estou atrasada, ou se temos visita o mamar do Ângelo é sagrado.. Mesmo que ele tenha mamado há cinco minutos, vou dar o mamar novamente. Primeiro porque como você disse nos dá a sensação de super poderes, segundo pq eu sei que faz um bem danado a ele.

  7. Maria Fernanda - 18 de outubro de 2016 às 17:00

    Admiro e pactuo com sua fala. Sou mãe do Tito, de 2a e 2m e não está nos meus planos desmamá-lo. Só queria pontuar uma coisa, quando vc fala que nos dias que ela come mal e que tem o mamá. Na verdade eu penso diferente de vc apenas nesse aspecto: acho que não devemos substituir as refeições deles. Se a criança não almoçou naquele momento, paciência, mas a próxima oferta tem que ser de algum alimento e não o seio. Acho que eles aprendem a barganhar e pode ser um caminho sem volta, como já vi em diversos casos! E aí sim a amamentação será negativa. De resto, tenho a te dizer que me vi em você. Por mais que sejamos únicos, os processos são muito semelhantes e, hoje, mais do que nunca, admiro e respeito a amamentação. Parabéns pelo posto, pela linda filha e pela linda mãe que vc se tornou. Bjs, Maria Fernanda.

  8. Ludmila Brito - 22 de outubro de 2016 às 15:26

    Isso de que bebê que mama não anda é a coisa mais absurda e ridícula que eu já ouvi. Eu comecei a andar aos nove meses e mamei até mais de um ano. Minha mãe sempre fala que peito salva nas doenças. Que se não fosse o peito eu nem estaria aqui pra contar história. E hoje eu tento fazer o mesmo pela minha filha. Apesar de ouvir um bocado de coisa absurda, eu não abro mão de dar à minha bebê o peito que ela tanto ama. Enquanto ela quiser, eu espero estar aqui.

  9. Patrícia Ledoux - 3 de novembro de 2016 às 15:09

    Lore eu também acho que tenho super poderes… mas infelizmente não do jeito que eu queria que fosse natural, e sim com um pouco de choro, estou tentando desmamar o Nicolas, 2 anos e 2 meses.
    Ele está substituindo muito as refeições pelo peito e isso não está fazendo bem a ele, pois vez ou outra fica doentinho. Eu sei que peito é mais que alimento e fico muito feliz de ter chegado até aqui com livre demanda do meu pimpolho, mas chega uma hora em que temos que ser fortes e decidir por eles e eu sei que se ele se alimentar melhor com certeza terá mais saúde.
    Obrigada por compartilhar conosco as suas experiências e nos dar a oportunidade de falar também! Beijo grande meu e do Nicolas

  10. Tatiane A. P. Porto - 23 de novembro de 2016 às 15:16

    Lorena, estou na mesma situação! Meu bebê completou 1 ano e 1 mês e ainda amamento quando ele pede. Ele já come (tá meio chatinho também…), e bebê fórmula também… mas ainda quer mama! Ás vezes eu sou meio impaciente e meu marido me diz que eu tenho que aproveitar porque esse é o “nosso momento”, meu e do meu bebê! Já até troquei o anticoncepcional para ver se o “tete” acaba e nada de acabar… Lendo seu texto percebi que realmente temos que aproveitar essa fase, é única! Obrigada pelo texto. Obrigada pelas palavras. Parabéns pelo blog! Gosto quando posta sobre os alimentos e “mingaus” da Bela. Abraços,

  11. Mariza - 5 de Janeiro de 2017 às 10:42

    Que lindo ler isso!!!
    Parabéns!!!
    Minha bebê esta com 1 ano e 10 meses e ainda mama!!!
    É uma delicia!!!
    Muitos beijos e mamazinhos para vcs!

  12. Tete - 24 de Janeiro de 2017 às 13:01

    Lorena, que relato lindo! Até compartilhei com meu marido. Também me sinto assim! Minha filha tem um ano e um mês e mama ainda, e muito! É um momento tão especial, tão nosso que nem penso em largar. As vezes escuto umas bobagens do tipo ela ser grande demais para mamar, não precisar mais do leite materno, mas sinceramente? Nem dou bola! Fico é triste das pessoas terem esse pensamento de que vale a pena dar o leite de caixinha, de vaca e o meu não! Já disse é repito, ela vai mamar até quando quiser, não temos pressa alguma! 😊

  13. Jakelyne - 22 de Fevereiro de 2018 às 07:17

    Nossa! Me vi em cada palavra. Tenho tb um bebê de 1 ano e 2 meses, ele mama em mim até hj e tenho sofrido tanta pressão por ter q desmamar o João… e pra mim não tem hora melhor… parece que sinto sair de dentro de mim todo o amor que sinto pelo meu filho naquele momento… confesso que realmente quando estou cansada penso em desmamar… mas é só passar uns minutinhos que logo mudo de ideia… rsrs